Feminicídio – Um problema de toda sociedade

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O feminicídio é a expressão fatal das diversas violências que podem atingir as mulheres em sociedades marcadas pela desigualdade de poder entre os gêneros masculino e feminino e por construções históricas, culturais, econômicas, políticas e sociais discriminatórias.

Mecanismos históricos e culturais geram e mantém desigualdades entre homens e mulheres e alimentam um pacto de silêncio e convivência com estes crimes.

O feminicídio é um problema de toda a sociedade. Diversas leis e normas nacionais e internacionais frisam que é urgente reconhecer que a violência doméstica e familiar contra mulheres e meninas é inaceitável e, sobretudo, que os governos, organismos internacionais, empresas, instituições de ensino e pesquisa e a imprensa devem assumir o compromisso de não conivência com o problema.

Esta é uma questão grave, que impede a realização do pleno potencial de trajetórias pessoais, vitima famílias inteiras marcadas pela violência e, assim, limita o desenvolvimento global da sociedade.

A violência contra a mulher, além de um crime grave, é uma violação epidêmica de direitos humanos.

Barreiras e Desafios:

Conseguir recursos para custear o programa e sensibilizar as diferentes esferas do Poder Público sobre a necessidade de medidas nesse sentido. Superadas essas barreiras, resta ainda conquistar “a adesão dos próprios homens” para um processo da DESCONSTRUÇÃO DA CULTURA PATRIARCAL.

Em alguns estados como São Paulo é oferecido um curso de reeducação familiar pela Academia da Polícia Civil do Estado e também um Grupo de Reflexão para Homens Autores de Violência, da ONG Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. O objetivo de ambos é oferecer condições para que os homens que cometem violências repensem seus papeis nas relações de gênero e, consequentemente, adotem atitudes e comportamentos não discriminatórios em seus relacionamentos familiares e afetivos.

“A sociedade têm que entender que quem a cria são as mulheres em seus lares, dando a luz aos indivíduos e, posteriormente, os criando – isso quando não as é retirado esse direito, visto que, aumentam cada vez mais os casos de alienação parental por parte do patriarcado que ainda nos dias de hoje, são protegidos pela Lei, a qual deveria garantir este direito às mulheres, sem ressalvas. Agredindo essa mulher, o Estado não só está violentando uma matriarca, uma pessoa, uma mulher, mas sim uma sociedade inteira que têm se apresentado cada vez mais doente.”
Tiemi Sá Mendes – Editora e jornalista.

Segue.

Dados de texto, vídeo e imagens: Agência Patrícia Galvão.

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